Chegar à universidade: aprender e praticar relações de gênero saudáveis

Equipe do Ariadnes durante a atividade. Foto: Carmen Maria Gomes

Para abrir o período 24.2 e a semana de integração do Programa de Educação Tutorial Conexão de Saberes (PET-ICSA), o projeto de incentivo à diversidade e convivência e de extensão Ariadnes realizou uma atividade que trouxe debates sobre o momento de entrada na universidade, como identificar violências e praticar boas relações de gênero, sexualidade e interseccionalidades. 

Pensando em uma abordagem pedagógica e interativa, elaboramos um “Antibingo” com alguns exemplos de situações de violência no ambiente universitário e educacional, lembrando de inserir, inclusive, o extra-aula, como as repúblicas estudantis, uma vez que elas só existem por conta da universidade. Debater temas como estes torna-se fundamental para informar e abrir o diálogo com quem está chegando à universidade, eventualmente em uma nova cidade; em muitos casos, na primeira experiência fora de casa. 

E, claro, gênero e sexualidade atravessam essa e muitas outras situações de nossas vidas, então precisamos estar atentas sobre os limites dessas relações dentro do ambiente universitário. Além disso, serve para repensar ações que achávamos corriqueiras, como comentários preconceituosos, antes de pensar com criticidade. O momento do Antibingo não é, como nos tradicionais, com intuito de vitória, mas para visualizar com exemplos práticos o que devemos prestar atenção e não devemos reproduzir. São 30 situações no total, distribuídas em uma cartela com 25 casas. Quem completa todas as frases ganha acolhimento por já ter vivenciado ou conhecer pessoas próximas que viveram situações de violências de gênero e um bombonzinho. 

As situações são variadas e vão desde “Duvidar da capacidade intelectual de uma pessoa por conta de sua identidade” até “Ser conivente com assédio de colegas dentro do ambiente republicano e universitário”, passando por um tanto de outros exemplos. O sorteio foi realizado com uma mediação, explicando um pouco sobre as violências. Ao final, comentamos um pouco sobre as relações de poder e consentimento. 

Todos esses momentos tiveram participação das pessoas que estavam presentes, com exemplos de violências – com elas ou com alguém que conheciam –, o que deixou o ambiente acolhedor e frutífero para mais debates como este. Por último, apresentamos outros projetos da universidade que dão apoio a grupos sociais minorizados e têm ferramentas de denúncia contra assédio, como a Ouvidoria Feminina; Andorinhas; Projeto Âmbar; e Papear, Ouvir e Conscientizar (POC). 

Nós, do Ariadnes, esperamos que todas as pessoas que estão iniciando suas trajetórias acadêmicas sintam-se acolhidas e tenham experiências ótimas. No entanto, se alguma situação de violência acontecer, estamos dispostas a ouvir, acolher e ajudar com o encaminhamento de denúncias, se for o desejo da pessoa. Boa chegada e sucesso! 

Confira aqui alguns registros da nossa atividade:

Todas as imagens são da Carmen Maria Gomes, do PET. 

Por Lia Junqueira

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