Post fixo

F*donas

Aquiles, Odisseu, Alexandre são nomes que povoam o imaginário da civilização ocidental e aquilo que entendemos como heróis. Na história nacional, também não faltam heróis, como os 79 homens inscritos no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria – de Zumbi dos Palmares a Leonel Brizola, passando pelos Lanceiros Negros (e outras figuras um tanto mais controversas). É claro que o cinema não seguiria caminhos … Continuar lendo F*donas

Captura de tela do canal do YouTube da Emilly Vick. São apresentadas nove miniaturas de vídeos organizadas em três colunas e três linhas. As imagens apresentam jovens, incluindo uma mulher de cabelo rosa e um homem de cabelo rosa. Os vídeos abordam conteúdos como passar 24 horas em uma banheira, sobreviver dentro de uma bolha gigante, encontrar uma sereia no mar, passar sete dias em uma ilha e conhecer um bebê. Outras miniaturas mostram um ex-namorado, uma festa, uma possível despedida de uma integrante do canal e personagens de terror. As cores são vibrantes, com destaque para rosa, amarelo e verde, além de textos grandes em português sobrepostos às imagens. Abaixo de cada miniatura aparecem os títulos dos vídeos, a duração, o número de visualizações e o tempo desde a publicação.

A infantilização do adulto como mercadoria

Você tem analisado os conteúdos consumidos nas mídias digitais pelas crianças ao seu redor? Certo dia, passei a observar uma influenciadora admirada pelas crianças. Emilly Vick, com 32.2 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, tem uma rotina diária de publicações de vídeos para o público infantil. Ela é a líder do grupo “dos Rosa”, com outros personagens que também são destaques em seu … Continuar lendo A infantilização do adulto como mercadoria

A urgência de um jornalismo com perspectiva de infância, raça e classe

A infância não é um dado biológico imutável, mas uma construção social, política e cultural.  O modo como entendemos o que é ser criança, e quais direitos elas possuem, varia conforme o tempo, o território, a classe e a raça, conectando linguagem e representação culturais. No Brasil, a grande virada desse entendimento ocorreu com a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – … Continuar lendo A urgência de um jornalismo com perspectiva de infância, raça e classe

Novas Tinas e Pipas para novas crianças

Eu fui, como muitas, uma criança Turma da Mônica (e ainda sou, na verdade, uma adulta Turma da Mônica). Pequena, sempre adorei as histórias com a Tina e a Pipa: elas eram tudo que eu ainda imaginava vir a ser. Jovens, autônomas, preocupadas com questões outras que não as miudezas da minha infância. Demorou a vida adulta para eu perceber que Tina e Pipa sempre … Continuar lendo Novas Tinas e Pipas para novas crianças

Fotografia em preto e branco de uma sessão parlamentar, com dezenas de homens de terno sentados em fileiras de bancadas. No centro da imagem, destaca-se uma mulher usando chapéu e roupas claras, sentada entre os parlamentares.

Nenhum direito feminino é inalienável  

As mulheres casadas, com autorização do marido, e mulheres solteiras ou viúvas com renda própria, conquistaram o direito ao voto em 1932. Esse direito entrou definitivamente na Constituição em 1934, mas o voto feminino ainda era facultativo e só foi equiparado ao voto masculino em 1965. O sufrágio feminino não completou nem 100 anos como direito e está sendo criticado por candidatos e candidatas eleitos … Continuar lendo Nenhum direito feminino é inalienável  

A metáfora do espelho: celebridades, redes sociais, moda e a beleza (MAGRA!)

No texto “A violência da imagem: estética, feminino e contemporaneidade”, Junia de Vilhena, Sergio Medeiros e Joana Novaes recuperam Nahoum para constatar como a difusão da técnica de feitura dos espelhos foi fundamental para a transformação da imagem social do corpo: “Como viver num corpo que não se vê? Como mirar sua celulite na água do poço? Seu queixo duplo, no fundo de uma panela … Continuar lendo A metáfora do espelho: celebridades, redes sociais, moda e a beleza (MAGRA!)

Um grupo de mãos de diferentes tons de pele estão entrelaçadas e unidas em um círculo. As mangas das roupas de alguns participantes aparecem na imagem e o fundo está escuro e desfocado.

Direito ao luto, saúde pública e responsabilidade jornalística

Falar aberta e francamente sobre morte é um tabu cultural no Brasil. Não é à toa que a Folha de S. Paulo tem um blog, Morte sem Tabu, em que discute “os múltiplos sentidos da morte e fim da vida”. É muito recente a discussão, por exemplo, de assuntos como cuidados paliativos, feita nesta reportagem do Fantástico do início de junho de 2026. A reticência … Continuar lendo Direito ao luto, saúde pública e responsabilidade jornalística

Gendrar a defesa do diploma em jornalismo

A Federação Nacional dos (e das, des) Jornalistas (Fenaj), órgão máximo de representação profissional de jornalistas do Brasil, convoca nesta quarta-feira, 26 de agosto, uma mobilização nacional em torno da defesa do diploma em jornalismo para o exercício da atividade. O DIA D pelo Diploma nasce de uma retomada da discussão pública sobre o tema, que está em pauta e é bandeira histórica da Fenaj … Continuar lendo Gendrar a defesa do diploma em jornalismo

Imagem com fundo marrom apresenta quatro mulheres. A primeira, uma mulher branca de cabelos escuros está usando um vestido verde claro e segura um tomate verde. A segunda mulher está em pé ao lado da primeira, ela é branca, tem os cabelos loiros e curtos, está vestida com uma camisa branca de manga longa e um colete preto e segura um chapéu cinza. A terceira mulher está sentada embaixo da primeira, é uma mulher branca de cabelos loiros e curtos, usa um vestido azul e segura uma bolsa preta. A quarta mulher está sentada ao lado da terceira, é mais velha que as outras, possui cabelo branco, usa um vestido claro com estampa de pássaros e segura uma bolsa de palha.

O amor entre mulheres como salvação em “Tomates Verdes Fritos”  

Tomates Verdes Fritos é um filme de 1991 inspirado em um livro de mesmo nome. A história perpassa a vida de quatro mulheres: Evelyn, Ninny Threadgoode, Idgie e Ruth, que se entrelaçam a partir da história oral contada por Ninny para Evelyn. A narrativa se passa em duas linhas temporais diferentes, a primeira em 1991, linha em que conhecemos Evelyn e seu casamento que está … Continuar lendo O amor entre mulheres como salvação em “Tomates Verdes Fritos”  

Quanto da dor de uma filha vem de sua mãe?

A relação de abandono dos filhos pelos pais se mostra quase repetitiva no mundo da cultura. Jesus Cristo ao perguntar porque foi abandonado enquanto se encontra sozinho sob a cruz. Alexandre, o Grande, ao crescer envolto em uma relação caótica com o rei, seu pai. Kafka ao escrever uma carta que nunca foi enviada, em que traz à tona seus medos e inseguranças. Édipo, sem … Continuar lendo Quanto da dor de uma filha vem de sua mãe?