Capa do livro “Bênçãos”, de Chukwuebuka Ibeh: ilustração de um jovem negro usando regata branca, com braços cruzados, corpo coberto por padrão de linhas, sentado diante do mar sob céu azul; selo com citação de Chimamanda Ngozi Adichie e logotipo da editora Tusquets.

Como começar algo bonito com a certeza do seu fim?

Iniciaria esse texto de outra forma. Havia rascunhado parágrafos acerca da ideia cristã de benção e também da experiência de desenvolver-se no mundo enquanto criança viada. Mas essa escrita foi brutalmente interrompida pela realidade. Escrevo agora atravessado pela dor das últimas notificações que recebo de amigos e conhecidos. Mais um de nós foi assassinado e dessa vez um rosto conhecido. Longe de ser um fato … Continuar lendo Como começar algo bonito com a certeza do seu fim?

Por uma existência visível

Substantivo feminino, em seu sentido literal, o termo “visibilidade” é o “caráter, condição, atributo do que é ou pode ser visível, ser percebido pelo sentido da vista”, segundo o dicionário Oxford Languages. Figurativamente, é a “condição de ser efetivamente percebido, conhecido”. O Dia da Visibilidade Trans pretende trazer a lente de uma outra ideia de visibilidade, para além da forma como os corpos trans são … Continuar lendo Por uma existência visível

Um grupo de aproximadamente 15 a 20 pessoas, majoritariamente mulheres, posa em frente ao Congresso Nacional do Brasil sob um céu nublado. Elas seguram uma grande bandeira trans horizontalmente na altura do peito e dos braços estendidos, enquanto outra parte da bandeira se estende no chão à frente delas, com símbolos que parecem ser cruzes ou pássaros pretos sobre as faixas rosa, azul e branca. O prédio do Congresso, com suas duas torres e a cúpula do Senado, é visível ao fundo.

A retórica do ódio como projeto político

O caso Salabert vs. Ferreira e os limites da liberdade de expressão no Brasil A recente deliberação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação do deputado federal Nikolas Ferreira por danos morais contra a deputada Duda Salabert, no dia tal, suscita uma análise aprofundada sobre a relação entre identidade de gênero, discurso de ódio e os contornos da liberdade de expressão no … Continuar lendo A retórica do ódio como projeto político

Bandeira do Brasil em close, com as cores do arco-íris, e nomes assinados em cima.

O acolhimento como resposta à negação da saúde para corpos dissidentes

Em 2025, completam-se 35 anos da implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. O sistema surge para atender as demandas de saúde pública da população e, com o passar dos anos, tem feito tentativas para atender de maneira integral grupos marginalizados da sociedade. Isso acontece desde o início dos anos 2000 e culmina, em 2011, com o marco da Política Nacional de Saúde … Continuar lendo O acolhimento como resposta à negação da saúde para corpos dissidentes

“Corações Jovens” e as novas maneiras de explorar o amor 

“Você já se apaixonou? Como é a sensação? Ah, o primeiro amor…”  Esses são os questionamentos e conversas que iniciam Corações Jovens (Young Hearts no original), produção belga-holandesa de 2024 e estreia de Anthony Schatteman como diretor. O filme fala de amor, de família e, principalmente, de novas descobertas e possibilidades de experimentar esses sentimentos e a forma de lidar com eles.  A história se … Continuar lendo “Corações Jovens” e as novas maneiras de explorar o amor 

#paratodosverem: Em uma cena de animação hiper-realista, uma figura feminina está adornada da cabeça aos pés com ouro, pérolas e joias. Ela tem o rosto pálido com maquiagem escura e intensa nos olhos e na boca. Seu corpo está inclinado para a frente e um de seus braços está estendido, com a mão coberta de joias pendendo. O fundo é um cenário de floresta desfocado.

Mulheres, poder e robôs: o paradoxo de gênero nas animações de vanguarda

Love, Death & Robots é uma antologia animada da Netflix que se propõe a explorar temas diversos como amor, morte e tecnologia, e frequentemente recai em representações diversas de gênero. Ao longo de suas temporadas, a série apresenta uma predominância de narrativas de temas variados, explorando novas formas de animação e de contar histórias, surpreendendo o público a cada lançamento. Em sua quarta temporada, recentemente … Continuar lendo Mulheres, poder e robôs: o paradoxo de gênero nas animações de vanguarda

Onda Nova: desejo e liberdade sexual como resistência em tempos de repressão 

Em 1983 era exibido pela primeira vez, na 7ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa brasileiro Onda Nova, que foi rapidamente censurado pela ditadura militar por “contrariar a moral e os bons costumes”. Agora em 2025, mais de 40 anos depois, o filme volta aos cinemas e – ainda assim – desafia o que é conhecido como “moral e bons costumes”. Em … Continuar lendo Onda Nova: desejo e liberdade sexual como resistência em tempos de repressão 

Por uma cobertura ética de transfeminicídios e outras violências contra a população T

Diante da ausência de formação específica nos cursos de Jornalismo, a oficina do projeto Ariadnes busca capacitar estudantes e profissionais para uma cobertura mais ética e sensível de transfeminicídios e outras violências contra a população trans. Nos dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro, aconteceram, no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), duas oficinas de formação sobre cobertura jornalística de transfeminicídios e outras violências … Continuar lendo Por uma cobertura ética de transfeminicídios e outras violências contra a população T

Duda Salabert levanta questionamentos em aula magna na UFOP: “O que você faz com os seus privilégios?”

No dia 13/12 a deputada federal Duda Salabert (PDT – MG) participou de uma aula magna do curso de Economia no auditório do Instituto de Ciência Sociais e Aplicadas (ICSA) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). O tema da aula foi “Economia + Educação: metas para o desenvolvimento”. Duda é formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e tem … Continuar lendo Duda Salabert levanta questionamentos em aula magna na UFOP: “O que você faz com os seus privilégios?”

Lésbicas não podem ser mães?

Carol é um filme de 2015, dirigido por Todd Haynes e baseado no livro The Price of Salt (traduzido como Carol), de Patricia Highsmith. O longa recebeu seis indicações ao Oscar de 2016 e foi considerado um dos melhores filmes do ano pelo American Film Institute. A produção trata do romance de Carol Aird (Cate Blanchett) e Therese Belivet (Rooney Mara), que se conhecem e … Continuar lendo Lésbicas não podem ser mães?