Mulheres negras na política: presença e transformação

No dia em que celebramos a conquista do voto feminino no Brasil, relembramos a  2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que aconteceu em 25 de novembro de 2025, em Brasília. No mesmo lugar onde aconteceu a primeira Marcha, 10 anos atrás, em 18 de novembro de 2015, mais de 100 mil mulheres marcharam contra o racismo, a violência e pelo bem … Continuar lendo Mulheres negras na política: presença e transformação

Uma imagem promocional vibrante e dramática da série animada "Invincible". No primeiro plano, o protagonista Invincible (Mark Grayson) aparece em seu traje azul e amarelo, visivelmente ferido com rasgos e sangue, ajoelhado em um cenário de destruição e escombros que estão em chamas, com uma cidade em ruínas ao fundo. Seu rosto expressa dor e fúria, com o punho cerrado e os dentes cerrados. Abaixo dele, refletido em uma poça de sangue ou líquido escuro no chão, está a imagem de seu pai, Omni-Man (Nolan Grayson), em seu traje branco e vermelho, deitado e aparentemente sem vida ou gravemente ferido, cercado por uma grande quantidade de sangue. O título "INVINCIBLE" em letras amarelas estilizadas com contorno preto e detalhes em azul domina a parte superior da imagem.

Gênero e HQ’s: Invincible como analogia ao patriarcado

Invincible, da Amazon Prime Video, é uma animação no estilo dos clássicos super-heróis, inclusive a obra é baseada nos quadrinhos de mesmo nome. Acompanhamos a história de Mark Grayson, sua mãe (Debbie) e seu pai (Nolan), durante a adolescência de Mark, quando ele começa a manifestar seus poderes, advindos da genética “alienígena” do pai. Quando pensamos para além dos personagens principais da trama, podemos encontrar … Continuar lendo Gênero e HQ’s: Invincible como analogia ao patriarcado

A mulher brasileira no cinema: um olhar sobre as obras de Anna Muylaert

O cinema é uma das maiores fontes de representação da realidade, é uma ferramenta artística que é usada como forma de produzir críticas e entendimentos sobre a dinâmica das sociedades. Quando olhamos para obras que discutem gênero no Brasil, um dos nomes que surgem é o de Anna Muylaert, cineasta há mais de 30 anos. A partir de um olhar como mulher dentro da sociedade … Continuar lendo A mulher brasileira no cinema: um olhar sobre as obras de Anna Muylaert

#paratodosverem: Em uma cena de animação hiper-realista, uma figura feminina está adornada da cabeça aos pés com ouro, pérolas e joias. Ela tem o rosto pálido com maquiagem escura e intensa nos olhos e na boca. Seu corpo está inclinado para a frente e um de seus braços está estendido, com a mão coberta de joias pendendo. O fundo é um cenário de floresta desfocado.

Mulheres, poder e robôs: o paradoxo de gênero nas animações de vanguarda

Love, Death & Robots é uma antologia animada da Netflix que se propõe a explorar temas diversos como amor, morte e tecnologia, e frequentemente recai em representações diversas de gênero. Ao longo de suas temporadas, a série apresenta uma predominância de narrativas de temas variados, explorando novas formas de animação e de contar histórias, surpreendendo o público a cada lançamento. Em sua quarta temporada, recentemente … Continuar lendo Mulheres, poder e robôs: o paradoxo de gênero nas animações de vanguarda

Onda Nova: desejo e liberdade sexual como resistência em tempos de repressão 

Em 1983 era exibido pela primeira vez, na 7ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa brasileiro Onda Nova, que foi rapidamente censurado pela ditadura militar por “contrariar a moral e os bons costumes”. Agora em 2025, mais de 40 anos depois, o filme volta aos cinemas e – ainda assim – desafia o que é conhecido como “moral e bons costumes”. Em … Continuar lendo Onda Nova: desejo e liberdade sexual como resistência em tempos de repressão 

Pecadores: A memória como resistência 

Autumn Durald Arkapaw é uma diretora de fotografia norte-americana que, em 2025, se tornou a primeira mulher a filmar em tecnologia IMAX. Este formato utiliza película de 70mm e permite captar imagens com resoluções mais altas e detalhadas, proporcionando uma experiência visual imersiva, especialmente em grandes telas. O feito histórico foi alcançado com Pecadores, novo longa do diretor Ryan Coogler, lançado em abril e já … Continuar lendo Pecadores: A memória como resistência 

A lâmina e o corpo: performatividade de gênero em samurai de olhos azuis

Mulheres contra o patriarcado no melhor estilo Kill Bill! Em Samurai de Olhos Azuis (Blue Eye Samurai), lançada em 2023 pela Netflix, vemos Mizu, protagonista da série, entre xoguns, samurais e batalhas sangrentas de katanas no Japão feudal, do século XVII, extremamente violento, machista e racista. A obra é de autoria de Michael Green (Logan, Blade Runner 2049) e Amber Noizumi. Dentro de um contexto … Continuar lendo A lâmina e o corpo: performatividade de gênero em samurai de olhos azuis

A feminilidade no horror slasher

No cinema, os filmes são classificados por categorias narrativas, os gêneros cinematográficos, como o romance, a comédia, o drama, o horror e vários outros. Dentro desses existem os subgêneros. No horror, há os filmes sobrenaturais, que geralmente retratam possessões ou a presença de forças além da compreensão humana, com clássicos como O Exorcista (1973) e Invocação do Mal (2013). Também existem os filmes de found … Continuar lendo A feminilidade no horror slasher

A experiência de ser uma filha

“Is there anything so undoing as a daughter?” – Silco (Será que há uma ruína maior do que uma filha?) A segunda temporada de Arcane, recentemente lançada pela Netflix, constrói um universo que engloba algumas constelações de afetos e sentidos dentro das estruturas familiares. Apesar de esse não ser o foco da série, esse texto vai discorrer nesse sentido. Acredito que a maior parte das … Continuar lendo A experiência de ser uma filha

O autoritarismo nas relações e na sociedade em Um Copo de Cólera

O filme Um Copo de Cólera (1999), dirigido por Aluizio Abranches, é uma adaptação da novela homônima, escrita por  Raduan Nassar e publicada em 1978. Na história um ex-ativista, interpretado por Alexandre Borges, narra os acontecimentos de uma manhã em sua casa isolada no interior, após ter passado a noite fazendo sexo com uma jornalista, interpretada por Júlia Lemmertz. Tudo desanda quando o homem vê … Continuar lendo O autoritarismo nas relações e na sociedade em Um Copo de Cólera