Perseguição na universidade – medo e impunidade

imagem da cintura para baixo de duas pessoas uma atrás da outra, ambas são brancas e estão de bermuda e tênis.

“Na Ufop, já fui vítima de diversos tipos de violência, muitas vezes, sem saber que aquelas situações que vivenciei eram violentas.

No meu primeiro dia de aula, me lembro de ter sofrido assédio, que perdurou durante um mês.

Tudo começou quando cheguei na sala de aula após a quarta chamada. Eu estava bem perdida e com diversas matérias que precisava recuperar. Nisso, um aluno se aproximou de mim e começou a conversar sobre assuntos aleatórios. Ele se mostrou muito interessado em me ajudar. Aceitei a ajuda.

Os dias foram passando e esse aluno começou a me perseguir. Eu sempre arrumava uma desculpa para fugir dos assuntos inconvenientes que ele vinha conversar comigo. Não adiantava muito. Eu, já com medo, mudava a minha rotina na Ufop: chegava sempre no horário exato da aula e ia embora uns 10 minutos antes de a aula terminar ou sempre saía junto com alguma colega. Mas nunca sozinha.

Minha vida começou a virar um inferno.

Então, um dia em que estava com muita raiva, falei para esse aluno parar de conversar comigo. Ele se estressou e me chamou de louca, mas nunca mais se aproximou ou me disse mais nada. Contudo, eu ainda ficava com medo de andar pela Ufop.

Até hoje tenho medo.”

Relato anônimo originalmente publicado na página Ariadnes em outubro de 2019.

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