Imagem com fundo marrom apresenta quatro mulheres. A primeira, uma mulher branca de cabelos escuros está usando um vestido verde claro e segura um tomate verde. A segunda mulher está em pé ao lado da primeira, ela é branca, tem os cabelos loiros e curtos, está vestida com uma camisa branca de manga longa e um colete preto e segura um chapéu cinza. A terceira mulher está sentada embaixo da primeira, é uma mulher branca de cabelos loiros e curtos, usa um vestido azul e segura uma bolsa preta. A quarta mulher está sentada ao lado da terceira, é mais velha que as outras, possui cabelo branco, usa um vestido claro com estampa de pássaros e segura uma bolsa de palha.

O amor entre mulheres como salvação em “Tomates Verdes Fritos”  

Tomates Verdes Fritos é um filme de 1991 inspirado em um livro de mesmo nome. A história perpassa a vida de quatro mulheres: Evelyn, Ninny Threadgoode, Idgie e Ruth, que se entrelaçam a partir da história oral contada por Ninny para Evelyn. A narrativa se passa em duas linhas temporais diferentes, a primeira em 1991, linha em que conhecemos Evelyn e seu casamento que está … Continuar lendo O amor entre mulheres como salvação em “Tomates Verdes Fritos”  

O impacto da mineração na vida das mulheres

De acordo com o banco de dados de violência contra a mulher do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), conectado ao Ministério da Saúde, as cidades de Mariana, Ouro Preto e Itabirito tiveram mais de 450 notificações desses casos no balanço de 2025 – e Mariana detém o maior índice das três, com 49,5% dos registros. Conforme os números, a maior parte das … Continuar lendo O impacto da mineração na vida das mulheres

É comum sentir medo de ir numa consulta médica?

Você já escutou aquela máxima de que “se endometriose ou Síndrome dos Ovários Policísticos (ou SOP) afetasse os homens cis, a medicina já teria encontrado uma cura”? Pode parecer exagero, levando em conta a complexidade dessas questões e as diferentes formas de manifestação delas em cada corpo. Porém, se voltarmos ao princípio da medicina, campo liderado por homens (geralmente brancos, cis e héteros), é possível … Continuar lendo É comum sentir medo de ir numa consulta médica?

A crise dos plásticos e as mulheres das águas

O documentário Mulheres das Águas (2016), dirigido por Beto Novaes e produzido pela Fiocruz, constitui um registro fundamental para compreender a interseção entre o trabalho, o gênero e a preservação ambiental no Nordeste brasileiro. A obra mergulha no cotidiano das marisqueiras da Bahia e de Pernambuco, expondo como a exaustiva jornada de trabalho nos manguezais é atravessada por uma crise ecológica sem precedentes, marcada pela … Continuar lendo A crise dos plásticos e as mulheres das águas

Live discute como desnaturalizar e nomear as violências dentro da universidade 

Na sexta-feira (20), aconteceu a live “Assédio sexual e moral nas universidades”, promovida pela Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof) como parte da campanha do 8M. A conversa foi mediada pelas professoras Silvana Ramos (USP/RBMF) e Janyne Sattler (UFSC/Anpof) e teve como convidadas as pesquisadoras Heloísa Buarque de Almeida e Mariana Kuhn de Oliveira.  Um dos pontos centrais do debate foi a importância do … Continuar lendo Live discute como desnaturalizar e nomear as violências dentro da universidade 

Não foi ciúme: violência vicária e o crime de Itumbiara 

É comum mulheres se sentirem inseguras ao andar sozinhas por uma rua deserta, especialmente à noite. Por isso, costumamos pensar em formas de tornar o caminho mais seguro: uma roupa mais coberta, menos “feminina” talvez, caminhos seguros, apertar o passo e fechar o rosto. Mesmo que essas medidas não garantam segurança, é algo que faz parte do cotidiano de muitas mulheres. Mas o perigo não … Continuar lendo Não foi ciúme: violência vicária e o crime de Itumbiara 

“Garotas mortas” como essência da cultura do ódio que nos assassina

Com título cru e impactante, adentramos na leitura de um tema tão difícil: o feminicídio, que, em suma, é o assassinato de mulheres por razaão de seu gênero. O livro em formato de jornalismo literário relata três casos de feminicídio – sem solução – de jovens: Andrea Danne, de 19 anos; Maria Luísa Quevedo, de 15; e Sarita Mundín, de 20. Elas foram mortas em … Continuar lendo “Garotas mortas” como essência da cultura do ódio que nos assassina

Por que novelas sempre punem mulheres que praticam aborto?

Telenovelas sempre fizeram parte do imaginário brasileiro desde a chegada da TV e, com sua virada realista, passaram a trazer situações cotidianas que refletem as experiências da sociedade e aproximam o telespectador.. Entretanto, muitos temas ainda são considerados delicados e geralmente são ignorados ou tratados de forma velada, frequentemente associados ao crime, como é o caso do aborto. Atualmente, o aborto é considerado crime no … Continuar lendo Por que novelas sempre punem mulheres que praticam aborto?

A força dos relatos testemunhais contra as estruturas de violência em ‘Ela Disse’

Alerta de gatilho: Esse texto contém descrições de relatos de abuso sexual Em 2017, uma série de manifestações online tomou conta do antigo Twitter. Mulheres de diferentes origens publicaram seus relatos de abuso sexual com a hashtag “Me Too”, fazendo referência ao movimento fundado pela ativista Tarana Burke em 2006 para combater os crescentes casos de violência sexual nas escolas. Traduzido para o português significa … Continuar lendo A força dos relatos testemunhais contra as estruturas de violência em ‘Ela Disse’

Imagem preta com as palavras Arunna | Abnner e a frase vidas interrompidas no terceiro mês de gestação

A 2oª vítima de Fundão: reconhecimento da dor materna

Dez anos. Esse foi o tempo que Priscila Monteiro Izabel foi forçada a esperar para ter reconhecida sua reivindicação. Ela estava grávida quando, há dez anos e um mês, a barragem de Fundão, da Samarco, Vale e BHP, se rompeu no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais. Na fuga do rejeito, ela foi arrastada e perdeu o bebê. A mineradora não reconheceu o … Continuar lendo A 2oª vítima de Fundão: reconhecimento da dor materna