Encaixes e desencaixes do amor no cinema de Celine Song

Quando somos jovens podemos ter entendimentos diversos do que é o amor. Será que é aquela sensação de borbulhar o estômago? Ou aquela de nos deixar tontas; de paixão, de fúria ou de quase querer engolir o outro para si? Ele pode ser ainda a impressão do outro em nosso corpo, que transborda, mergulha. No final das contas, as sensações que o amor desperta são … Continuar lendo Encaixes e desencaixes do amor no cinema de Celine Song

Vale tudo?

Como novela e mineração revelam a lógica implacável do capital Escrita originalmente por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, Vale Tudo teve sua primeira estreia na TV Globo em 16 de maio de 1988. Conhecida por surgir em um contexto transformador do país, a telenovela acompanhou parte do processo de redemocratização após o golpe militar, que instaurou uma ditadura entre 1964 e 1985, e … Continuar lendo Vale tudo?

Imagem de desenho animado de cinco mulheres com cabelos estilo anos 80 em cores chamativas rosa, azul, lilás, vermelho e pink. Elas tocam instrumentos de rock.

“Jem e as hologramas” andaram para as “Guerreiras do K-Pop” correrem

Ia o final da década de 1980 e eu, como várias garotas, assistíamos a Jem e as Hologramas na TV aberta. Para mim, sempre foi um desenho revolucionário, porque não havia lutas e músculos masculinos em display. Tudo era embalado por música pop e as personagens femininas trocavam de roupa (e que figurino! – descobri, adulta, que os looks eram inspirados na alta costura da … Continuar lendo “Jem e as hologramas” andaram para as “Guerreiras do K-Pop” correrem

Quando uma menina é assassinada, o que a imprensa escolhe contar? 

Essa pesquisa começou a partir de um questionamento da professora Karina Gomes Barbosa (UFOP), que já investigava temas relacionados a gênero, infância e violência, com foco principalmente nas coberturas jornalísticas de crimes contra mulheres. Em um dado momento, Karina deslocou seu olhar para a cobertura de infantofeminicídios, refletindo sobre como a mídia aborda, ou silencia, esse tipo de violência.  Dessa inquietação resultou o artigo “De … Continuar lendo Quando uma menina é assassinada, o que a imprensa escolhe contar? 

Imagem mostra mulher deitada em uma cama hospitalar, enquanto médica examina sua barriga e um homem olha a tela do ultrassom com dois fetos.

Os bebês de (Rosemary?) Solange

Na reta final do remake de Vale Tudo, há duas grávidas. Uma delas, nossa esquerdista resistência favorita, a chérie Solange Duprat espera gêmeos do esquerdomacho Afonso Roitman. Para além das absolutamente inoportunas publicidades (os “merchans”) da personagem – promovendo sabão em pó depois de saber que o cunhado dado como morto está vivo etc. -, quero falar aqui do modo como a trama construiu essa … Continuar lendo Os bebês de (Rosemary?) Solange

Identidades digitais, gênero e performatividade no filme “Haru”

A cultura nos ajuda a compreender um pouco sobre como as identidades e a performatividade de gênero se constroem e se manifestam em espaços online, como em Haru. O filme é um romance feito no Japão, em 1996, por Yoshimitsu Morita, diretor e roteirista. Vencedor dos prêmio de Melhor Atriz (Eri Fukatsu) e Melhor Roteiro no 18º Festival de Cinema de Yokohama (1997), conta a … Continuar lendo Identidades digitais, gênero e performatividade no filme “Haru”

Um grupo de aproximadamente 15 a 20 pessoas, majoritariamente mulheres, posa em frente ao Congresso Nacional do Brasil sob um céu nublado. Elas seguram uma grande bandeira trans horizontalmente na altura do peito e dos braços estendidos, enquanto outra parte da bandeira se estende no chão à frente delas, com símbolos que parecem ser cruzes ou pássaros pretos sobre as faixas rosa, azul e branca. O prédio do Congresso, com suas duas torres e a cúpula do Senado, é visível ao fundo.

A retórica do ódio como projeto político

O caso Salabert vs. Ferreira e os limites da liberdade de expressão no Brasil A recente deliberação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação do deputado federal Nikolas Ferreira por danos morais contra a deputada Duda Salabert, no dia tal, suscita uma análise aprofundada sobre a relação entre identidade de gênero, discurso de ódio e os contornos da liberdade de expressão no … Continuar lendo A retórica do ódio como projeto político

Uma imagem promocional vibrante e dramática da série animada "Invincible". No primeiro plano, o protagonista Invincible (Mark Grayson) aparece em seu traje azul e amarelo, visivelmente ferido com rasgos e sangue, ajoelhado em um cenário de destruição e escombros que estão em chamas, com uma cidade em ruínas ao fundo. Seu rosto expressa dor e fúria, com o punho cerrado e os dentes cerrados. Abaixo dele, refletido em uma poça de sangue ou líquido escuro no chão, está a imagem de seu pai, Omni-Man (Nolan Grayson), em seu traje branco e vermelho, deitado e aparentemente sem vida ou gravemente ferido, cercado por uma grande quantidade de sangue. O título "INVINCIBLE" em letras amarelas estilizadas com contorno preto e detalhes em azul domina a parte superior da imagem.

Gênero e HQ’s: Invincible como analogia ao patriarcado

Invincible, da Amazon Prime Video, é uma animação no estilo dos clássicos super-heróis, inclusive a obra é baseada nos quadrinhos de mesmo nome. Acompanhamos a história de Mark Grayson, sua mãe (Debbie) e seu pai (Nolan), durante a adolescência de Mark, quando ele começa a manifestar seus poderes, advindos da genética “alienígena” do pai. Quando pensamos para além dos personagens principais da trama, podemos encontrar … Continuar lendo Gênero e HQ’s: Invincible como analogia ao patriarcado

Uma xilogravura vibrante de J. Borges, intitulada "O Cão no Jardim". A imagem apresenta um cachorro estilizado, predominantemente preto com padrões de linhas finas que criam textura, sentado em meio a árvores também estilizadas. Duas árvores maiores, com folhagens verdes escuras pontilhadas, ladeiam o cão, enquanto uma árvore menor com folhagem similar está à direita. Elementos amarelos brilhantes, como o tronco de uma árvore e as pernas dianteira e traseira do cachorro, contrastam com o preto e o verde. A obra é contornada por uma borda decorativa com linhas diagonais brancas sobre um fundo preto. Na parte inferior, o título "O CÃO NO JARDIM J. BORGES" está escrito em letras maiúsculas brancas.

Quem pode falar de crime ambiental em Mariana?

Em Mariana, a história se repete como farsa. Passear pela cidade é respirar a grandiosidade de um passado barroco, com suas igrejas folheadas a ouro e suas ladeiras que contam histórias de arte, fé e, principalmente, de exploração. Hoje, um novo brilho se mistura ao dourado das igrejas: o brilho acetinado das placas de patrocínio. “Esta obra de restauro foi um presente da Vale”. “A … Continuar lendo Quem pode falar de crime ambiental em Mariana?