Por mais meninas cientistas na animação infantil

Desde 2015 o mundo comemora em 11 de fevereiro o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data, instituída pela ONU, incentiva o reconhecimento do papel fundamental das mulheres e meninas na ciência e na tecnologia, especialmente diante dos números baixos de mulheres dedicadas às STEM – ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

Para as meninas, especialmente, o cenário historicamente não é animador. As representações típicas de “cientista” disponíveis a crianças eram masculinas. Dexter, o cientista, e DeeDee, a irmã chata (e hiper feminina). Phineas e e Ferb e a irmã mais velha dedo-duro, Candace… A lista é enorme e não vale a pena relembrá-la.

Em vez disso, vamos focar em alguns modelos contemporâneos de representações que apresentam meninas cientistas:

Ada Batista, cientista (Netflix, livre) é protagonizada por uma pequena cientista negra, sempre ajudada pelos melhores amigos.

O laboratório Secreto de Thomas Edison (AppleTV, livre), em que uma gênia de 12 anos, Angie, e os amigos usam o laboratório secreto criado por Edison.

O Show da Luna (Prime Video, livre) é uma animação nacional em que Luna e seu irmão, Júpiter, aprendem sobre ciência e natureza a partir de experiências cotidianas.

Os exemplos ainda são poucos, né? E isso é significativo. As mudanças vêm, mas são lentas. Mais lentas que deveriam, para transformar o panorama da presença feminina na ciência.

Por que é importante assistirmos a meninas protagonizando animações como cientistas? Porque historicamente o papel das personagens femininas em animações infantis ou é de coadjuvante aos homens brilhantes ou, pior: de inteligências menores que servem para ressaltar a genialidade masculina em comparação.

Se a infância é um momento tão importante para a construção de subjetividades, para o tensionamento de estereótipos de gênero, a animação infantil é um espaço privilegiado para desafiar a norma. Por mais meninas na ciência. Na animação e na vida.

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