É preciso lembrar para existir

O que separa o Brasil que patologizava identidades dissidentes do Brasil que hoje abriga a maior parada LGBTQIA+ do mundo? Uma das possíveis respostas está em uma luta que muitas vezes foi silenciada e, se chegou aos livros didáticos nas escolas, chegou em notas de rodapé ou quadros de um quarto de página. Me lembro de quando foram liberadas as aulas presenciais, em um contexto … Continuar lendo É preciso lembrar para existir

Print de um perfil do site Piauí com a manchete ‘EU SOU A BICHA MEDONHA’, acompanhada de uma foto de um jovem sorrindo e apontando para baixo, com um fundo iluminado em roxo e azul, enquanto segura uma lata de bebida.

Quando o jornalismo encontra um modo de caçar likes

Nos manuais do bom jornalismo, o perfil é considerado um gênero nobre. Ao flertar com a literatura, a construção de um bom perfil exige a simbiose entre um grande personagem — não necessariamente famoso, mas que tenha uma boa história para contar — e um olhar observador aguçado. Lá nos primeiros períodos da formação jornalística, aprendemos com os teóricos Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari … Continuar lendo Quando o jornalismo encontra um modo de caçar likes

Capa do livro “Bênçãos”, de Chukwuebuka Ibeh: ilustração de um jovem negro usando regata branca, com braços cruzados, corpo coberto por padrão de linhas, sentado diante do mar sob céu azul; selo com citação de Chimamanda Ngozi Adichie e logotipo da editora Tusquets.

Como começar algo bonito com a certeza do seu fim?

Iniciaria esse texto de outra forma. Havia rascunhado parágrafos acerca da ideia cristã de benção e também da experiência de desenvolver-se no mundo enquanto criança viada. Mas essa escrita foi brutalmente interrompida pela realidade. Escrevo agora atravessado pela dor das últimas notificações que recebo de amigos e conhecidos. Mais um de nós foi assassinado e dessa vez um rosto conhecido. Longe de ser um fato … Continuar lendo Como começar algo bonito com a certeza do seu fim?