É preciso lembrar para existir

O que separa o Brasil que patologizava identidades dissidentes do Brasil que hoje abriga a maior parada LGBTQIA+ do mundo? Uma das possíveis respostas está em uma luta que muitas vezes foi silenciada e, se chegou aos livros didáticos nas escolas, chegou em notas de rodapé ou quadros de um quarto de página. Me lembro de quando foram liberadas as aulas presenciais, em um contexto … Continuar lendo É preciso lembrar para existir

Projeto Ariadnes promove oficina de cobertura ética e responsável de casos de lesbocídios 

No dia 09 de abril, às 17h, o Projeto Ariadnes deu continuidade às atividades de formação para jornalistas locais e estudantes de jornalismo iniciadas em 2025 com a oficina: “Como noticiar casos de lesbocídios? Reflexões sobre uma cobertura ética e responsável”, ministrada por Maria Clara Soares, integrante do Ariadnes e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFOP. Voltada à comunidade jornalística da Região … Continuar lendo Projeto Ariadnes promove oficina de cobertura ética e responsável de casos de lesbocídios 

Print de um perfil do site Piauí com a manchete ‘EU SOU A BICHA MEDONHA’, acompanhada de uma foto de um jovem sorrindo e apontando para baixo, com um fundo iluminado em roxo e azul, enquanto segura uma lata de bebida.

Quando o jornalismo encontra um modo de caçar likes

Nos manuais do bom jornalismo, o perfil é considerado um gênero nobre. Ao flertar com a literatura, a construção de um bom perfil exige a simbiose entre um grande personagem — não necessariamente famoso, mas que tenha uma boa história para contar — e um olhar observador aguçado. Lá nos primeiros períodos da formação jornalística, aprendemos com os teóricos Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari … Continuar lendo Quando o jornalismo encontra um modo de caçar likes

Capa do livro “Bênçãos”, de Chukwuebuka Ibeh: ilustração de um jovem negro usando regata branca, com braços cruzados, corpo coberto por padrão de linhas, sentado diante do mar sob céu azul; selo com citação de Chimamanda Ngozi Adichie e logotipo da editora Tusquets.

Como começar algo bonito com a certeza do seu fim?

Iniciaria esse texto de outra forma. Havia rascunhado parágrafos acerca da ideia cristã de benção e também da experiência de desenvolver-se no mundo enquanto criança viada. Mas essa escrita foi brutalmente interrompida pela realidade. Escrevo agora atravessado pela dor das últimas notificações que recebo de amigos e conhecidos. Mais um de nós foi assassinado e dessa vez um rosto conhecido. Longe de ser um fato … Continuar lendo Como começar algo bonito com a certeza do seu fim?

Por uma existência visível

Substantivo feminino, em seu sentido literal, o termo “visibilidade” é o “caráter, condição, atributo do que é ou pode ser visível, ser percebido pelo sentido da vista”, segundo o dicionário Oxford Languages. Figurativamente, é a “condição de ser efetivamente percebido, conhecido”. O Dia da Visibilidade Trans pretende trazer a lente de uma outra ideia de visibilidade, para além da forma como os corpos trans são … Continuar lendo Por uma existência visível

Um grupo de aproximadamente 15 a 20 pessoas, majoritariamente mulheres, posa em frente ao Congresso Nacional do Brasil sob um céu nublado. Elas seguram uma grande bandeira trans horizontalmente na altura do peito e dos braços estendidos, enquanto outra parte da bandeira se estende no chão à frente delas, com símbolos que parecem ser cruzes ou pássaros pretos sobre as faixas rosa, azul e branca. O prédio do Congresso, com suas duas torres e a cúpula do Senado, é visível ao fundo.

A retórica do ódio como projeto político

O caso Salabert vs. Ferreira e os limites da liberdade de expressão no Brasil A recente deliberação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a condenação do deputado federal Nikolas Ferreira por danos morais contra a deputada Duda Salabert, no dia tal, suscita uma análise aprofundada sobre a relação entre identidade de gênero, discurso de ódio e os contornos da liberdade de expressão no … Continuar lendo A retórica do ódio como projeto político

Bandeira do Brasil em close, com as cores do arco-íris, e nomes assinados em cima.

O acolhimento como resposta à negação da saúde para corpos dissidentes

Em 2025, completam-se 35 anos da implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. O sistema surge para atender as demandas de saúde pública da população e, com o passar dos anos, tem feito tentativas para atender de maneira integral grupos marginalizados da sociedade. Isso acontece desde o início dos anos 2000 e culmina, em 2011, com o marco da Política Nacional de Saúde … Continuar lendo O acolhimento como resposta à negação da saúde para corpos dissidentes

“Corações Jovens” e as novas maneiras de explorar o amor 

“Você já se apaixonou? Como é a sensação? Ah, o primeiro amor…”  Esses são os questionamentos e conversas que iniciam Corações Jovens (Young Hearts no original), produção belga-holandesa de 2024 e estreia de Anthony Schatteman como diretor. O filme fala de amor, de família e, principalmente, de novas descobertas e possibilidades de experimentar esses sentimentos e a forma de lidar com eles.  A história se … Continuar lendo “Corações Jovens” e as novas maneiras de explorar o amor 

#paratodosverem: Em uma cena de animação hiper-realista, uma figura feminina está adornada da cabeça aos pés com ouro, pérolas e joias. Ela tem o rosto pálido com maquiagem escura e intensa nos olhos e na boca. Seu corpo está inclinado para a frente e um de seus braços está estendido, com a mão coberta de joias pendendo. O fundo é um cenário de floresta desfocado.

Mulheres, poder e robôs: o paradoxo de gênero nas animações de vanguarda

Love, Death & Robots é uma antologia animada da Netflix que se propõe a explorar temas diversos como amor, morte e tecnologia, e frequentemente recai em representações diversas de gênero. Ao longo de suas temporadas, a série apresenta uma predominância de narrativas de temas variados, explorando novas formas de animação e de contar histórias, surpreendendo o público a cada lançamento. Em sua quarta temporada, recentemente … Continuar lendo Mulheres, poder e robôs: o paradoxo de gênero nas animações de vanguarda

Onda Nova: desejo e liberdade sexual como resistência em tempos de repressão 

Em 1983 era exibido pela primeira vez, na 7ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o longa brasileiro Onda Nova, que foi rapidamente censurado pela ditadura militar por “contrariar a moral e os bons costumes”. Agora em 2025, mais de 40 anos depois, o filme volta aos cinemas e – ainda assim – desafia o que é conhecido como “moral e bons costumes”. Em … Continuar lendo Onda Nova: desejo e liberdade sexual como resistência em tempos de repressão